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Evento contará com a presença do urbanista Jaime Lerner e de um dos redatores da Lei da Ficha Limpa, Márlon Reis

Será realizado nos dias 19 e 20 de outubro o VII Encontro Técnico dos Engenheiros e Arquitetos da Caixa Econômica Federal, que contará com apresentações e rodas de conversa para debater ética, urbanismo na habitação de interesse social e infraestrutura. O evento acontece no Teatro Renaissance, em São Paulo.

A manhã do primeiro dia tem como tema “Ética no serviço público”, e contará com a presença de Márlon Reis, um dos idealizadores e redatores da Lei da Ficha Limpa; e de Roberson Pozzobon, integrante da força-tarefa da Lava Jato. Será apresentada, na ocasião, acartilha da CBIC sobre Ética. “De uma hora para outra, houve uma chuva de denúncias, prisões. No que estamos nos refletindo? Qual é o novo funcionário público? Qual é o novo empregado do serviço público?”, explica Luiz Zigmantas, presidente da Associação Nacional dos Engenheiros e Arquitetos da Caixa (ANEAC).

No período da tarde será discutido o urbanismo aplicado ao programa habitacional Minha Casa, Minha Vida (MCMV). Com a presença do urbanista Jaime Lerner, será debatida a presença de transporte, escolas e creches, por exemplo, dentro dos conjuntos habitacionais, ponto do programa bastante criticado hoje. “Será que é possível melhorarmos isso? Dentro dos limites que temos de valores do PMCMV, como podemos criar desenhos urbanos mais apropriados para quebrar um pouco a monotonia dos conjuntos habitacionais?”, questiona Zigmantas.

O presidente da ANEAC ainda propõe a implementação de conjuntos habitacionais como bairros planejados. “Será que não é o momento de pensar em fazer grandes aglomerados urbanos condensados, como se fossem grandes bairros planejados?”. Ele usa como exemplo a cidade de Águas Claras, em Brasília.

“Em 2007 nasce o PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), grande programa brasileiro da Infraestrutura, e em 2009, o MCMV, grande programa brasileiro da habitação. O MCMV deslancha, hoje já passou de 4 milhões de casas contratadas. O PAC empaca. O que está acontecendo? Como um país consegue fazer um megaprograma de habitação e não consegue fazer nenhum megaprograma de infraestrutura?”, questiona Zigmantas.

A partir desse tipo de reflexão, o segundo dia do evento é marcado pela discussão da “Infraestrutura para o desenvolvimento”, em que serão debatidas medidas de como melhorar a infraestrutura brasileira, não só no âmbito do programa.

O encontro técnico acontece a cada dois anos, e busca aproximar arquitetos e engenheiros aos demais envolvidos nesses processos.

Fonte: construcaomercado

 

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